
10° Conferência Anual de Inteligência
A MKM Consulting, referência nacional em inteligência competitiva e de mercado, foi especialmente convidada para participar da 10° Conferência Anual de Inteligênia Competitiva que aconteceu de 24 à 26 de março de 2009.
A MKM Consulting foi representada pelo seu sócio-diretor, Mauro Martins, que concedeu uma entrevista exclusiva sobre sua palestra: Early Warnig - Como e por que antecipar as ações do seu concorrente e do mercado?
1) Quais são as metodologias de Inteligência para obtenção de informação?
A inteligência competitiva é um processo que visa antecipar oportunidades e ameaças do mercado e de competidores e reduzir os riscos das tomadas de decisão, se tornando fundamental para qualquer empresa da economia global. Assim, Inteligência Competitiva é tão importante quanto Estratégia para estas empresas e nestes tempos de “crises globais”, as metodologias de Inteligência Competitiva como os “Early Warning” ou Alertas Antecipados são fundamentais.
Contudo, existe uma grande dificuldade para se obter as informações para a geração dos alertas antecipados. Esta dificuldade baseia-se nos modelos das áreas de inteligência competitiva que foram implantadas no passado recente no Brasil.
Cerca de 80% das áreas de inteligência competitiva são modelos centralizados e estão estruturadas em coletas de fontes secundárias como clipping, revistas, jornais, assinatura de empresas de notícias, etc… o que gera um enorme volume de dados e informações repetidas e de baixo valor estratégico, dificultando a estruturação e a obtenção das informações críticas para a análise.
Este modelo antigo não é mais adequado à velocidade e à dinâmica da informação no mundo atual dos negócios e foi uma abordagem dos antigos professores e pesquisadores da área aqui no Brasil.
As novas metodologias de IC para obtenção de informação devem contemplar um novo modelo, o modelo híbrido, onde a área de IC é mais “descentralizada”, ou seja, organizada através de estruturas similares às redes e seus processos de coleta devem estar orientados para coletas primárias fortemente baseados em redes sociais de informação e inteligência, apoiados por coletas em fontes secundárias.
O novo modelo permite que tomadas de decisão, tanto em nível estratégico como tático, sejam feitas sob uma base maior de antecipação e com um nível melhor de informação.
2) Qual a maior dificuldade do profissional de IC em relação a essa coleta de informação?
No modelo antigo não existe muita dificuldade atualmente, pois o modelo era baseado em coleta de fontes secundárias como jornais e revistas que estão disponíveis a todos pela internet, ou por um custo de assinatura de um serviço de informação que é cada vez mais barato.
No novo modelo o profissional de IC terá grandes dificuldades para conseguir criar, desenvolver e depois manter uma rede de informação e inteligência para a coleta de informações críticas.
As principais dificuldades passam por mudanças nos modelos mentais da alta direção da organização, até o envolvimento e comprometimento de áreas como comercial e de marketing para o desenvolvimento e manutenção da rede.
O profissional de IC também deve ter um outro perfil para conseguir gerar e inovar na criação de suas redes de contato, sempre observando as questões críticas da ética e da fuga de informação.
3) Quais são as principais fontes para isto?
As fontes para o desenvolvimento do novo modelo em rede são diversas. Basicamente são divididas em redes internas e externas à sua empresa.
Como sabemos, cerca de 80% das informações críticas para a IC estão dentro da sua empresa. Assim, as fontes internas são as mais ricas em todos os sentidos. Como principais fontes para participarem da rede interna podemos citar a área comercial, equipe de vendas, área de marketing, área de compras, recursos humanos, etc.. dentre outras.
Como fontes da rede externas temos desde ex-colegas da faculdade, grupos eletrônicos de inteligência, pesquisadores de instituições de ensino, feiras e eventos do setor, palestras e seminários entre outros, sempre com o objetivo de conectar uma nova pessoa a sua rede de informação e inteligência.
4) Existe alguma classificação para os alvos?
Sim, existe e segue a mesma classificação das fontes de informação secundária como confiável, não confiável, etc. até classificações mais específicas, dependendo do setor e da área da sua empresa.
A grande mudança é dada pela dinâmica que estes alvos podem ter e mudar assim de classificação em função da questão de inteligência que está sendo analisada.
Tal fato demanda uma boa dose de criatividade do analista para estruturar ações de coleta de forma diferente em cada abordagem ao alvo.
5) Por que é importante que os profissionais assistam a sua palestra?
Um exemplo claro da importância deste novo modelo é a atual incerteza na tomada de decisões provocada pela crise global e também pelos temas abordados nas últimas palestras e nos últimos artigos dos colegas Fuld e Ben Gilad da SCIP, que visam antecipar e melhorar as estratégias de implantação e evolução da área de IC.
A minha palestra pretende abordar de forma prática estas grandes mudanças que já estão ocorrendo nos modelos de inteligência competitiva do mundo.
Porém, a mesma apresentará uma base metodológica sólida, para que seja possível ao participante fazer um estudo de benchmarking interno de sua área de inteligência após o evento, gerando um plano de ações para melhorias e desenvolvimento de novos processos de inteligência com um foco mais próximo a realidade dinâmica do atual mundo de negócios.
“Somente assim, será possível agregar maior valor a área de IC e principalmente às tomadas de decisão de sua empresa. “
Desejo sucesso a todos!
Mauro Martins