Redes Socias e Inteligência Competitiva – Um Estudo.

Agosto 27, 2009
Comunidade

Comunidade

As redes sociais como instrumento estratégico para a inteligência competitiva.

A MKM Consulting, referência nacional em consultoria, integra uma rede empresarial internacional com os melhores especialistas mundiais e gostaríamos de dividir algumas reflexões com vocês.

O que acham?
Resumo

O mapeamento das redes sociais permite a visualização das ligações entre atores no ambiente organizacional, constituindo-se, assim, importante recurso para o compartilhamento da informação e do conhecimento. Neste artigo, resultado de um estudo teórico, apresentamos as redes sociais como um dos instrumentos para
o processo de inteligência competitiva, com o objetivo de evidenciar a inter-relação entre eles e demonstrar sua complementaridade. Os resultados indicam que as redes sociais colaboram para o fortalecimento da cultura organizacional voltada para o compartilhamento da informação e do conhecimento. Além disso, o mapeamento das redes possibilita rastrear os fluxos da informação, permitindo a identificação da estrutura informacional que permeia o ambiente da organização. Assim, as redes sociais podem contribuir, de forma efetiva, para a compreensão e elaboração de melhores estratégias para o processo de inteligência competitiva e, conseqüentemente, para o funcionamento do contexto organizacional.

Boa leitura e bom trabalho!
Mauro Martins


“Crise” 2009: Oportunidades ou Ameaças

Abril 9, 2009

A MKM Consulting, referência nacional em consultoria, integra uma rede empresarial internacional com os melhores especialistas mundiais e gostaríamos de dividir algumas reflexões com vocês.

Mesmo antes do acirramento da crise financeira, temos monitorado discussões interessantes e destacamos alguns conteúdos que valem a pena uma leitura atenta.

Boa leitura e bom trabalho!
Mauro Martins

Albert Einsten - MKM Consulting

Albert Einstein - MKM Consulting

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.

A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos  e   as   grandes estratégias.

 Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar superado. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.

A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito.

É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”

 Albert Einstein


MKM Consulting apresenta palestra sobre Alertas Antecipados na 10° Conferência de Inteligência

Março 30, 2009
10° Conf. de Inteligência

10° Conferência Anual de Inteligência

 A MKM Consulting, referência nacional em inteligência competitiva e de mercado, foi especialmente convidada para participar da 10° Conferência Anual de Inteligênia Competitiva que aconteceu de 24 à 26 de março de 2009.

A MKM Consulting foi representada pelo seu sócio-diretor, Mauro Martins, que concedeu uma entrevista exclusiva sobre sua palestra: Early Warnig - Como e por que antecipar as ações do seu concorrente e do mercado?

1) Quais são as metodologias de Inteligência para obtenção de informação?

A inteligência competitiva é um processo que visa antecipar oportunidades e ameaças do mercado e de competidores e reduzir os riscos das tomadas de decisão, se tornando fundamental para qualquer empresa da economia global.  Assim, Inteligência Competitiva é tão importante quanto Estratégia para estas empresas e nestes tempos de “crises globais”, as metodologias de Inteligência Competitiva como os “Early Warning” ou Alertas Antecipados são fundamentais.

Contudo, existe uma grande dificuldade para se obter as informações para a geração dos alertas antecipados. Esta dificuldade baseia-se nos modelos das áreas de inteligência competitiva que foram implantadas no passado recente no Brasil.

Cerca de 80% das áreas de inteligência competitiva são modelos centralizados e estão estruturadas em coletas de fontes secundárias como clipping, revistas, jornais, assinatura de empresas de notícias, etc… o que gera um enorme volume de dados e informações repetidas e de baixo valor estratégico, dificultando a estruturação e a obtenção das informações críticas para a análise.

Este modelo antigo não é mais adequado à velocidade e à dinâmica da informação no mundo atual dos negócios e foi uma abordagem dos antigos professores e pesquisadores da área aqui no Brasil.

As novas metodologias de IC para obtenção de informação devem contemplar um novo modelo, o modelo híbrido, onde a área de IC é mais “descentralizada”, ou seja, organizada através de estruturas similares às redes e seus processos de coleta devem estar orientados para coletas primárias fortemente baseados em redes sociais de informação e inteligência, apoiados por coletas em fontes secundárias.

O novo modelo permite que tomadas de decisão, tanto em nível estratégico como tático, sejam feitas sob uma base maior de antecipação e com um nível melhor de informação.

2) Qual a maior dificuldade do profissional de IC em relação a essa coleta de informação?

No modelo antigo não existe muita dificuldade atualmente, pois o modelo era baseado em coleta de fontes secundárias como jornais e revistas que estão disponíveis a todos pela internet, ou por um custo de assinatura de um serviço de informação que é cada vez mais barato.

No novo modelo o profissional de IC terá grandes dificuldades para conseguir criar, desenvolver e depois manter uma rede de informação e inteligência para a coleta de informações críticas.

As principais dificuldades passam por mudanças nos modelos mentais da alta direção da organização, até o envolvimento e comprometimento de áreas como comercial e de marketing para o desenvolvimento e manutenção da rede.

O profissional de IC também deve ter um outro perfil para conseguir gerar e inovar na criação de suas redes de contato, sempre observando as questões críticas da ética e da fuga de informação.

3) Quais são as principais fontes para isto?

As fontes para o desenvolvimento do novo modelo em rede são diversas. Basicamente são divididas em redes internas e externas à sua empresa.

Como sabemos, cerca de 80% das informações críticas para a IC estão dentro da sua empresa. Assim, as fontes internas são as mais ricas em todos os sentidos. Como principais fontes para participarem da rede interna podemos citar a área comercial, equipe de vendas, área de marketing, área de compras, recursos humanos, etc.. dentre outras.

Como fontes da rede externas temos desde ex-colegas da faculdade, grupos eletrônicos de inteligência, pesquisadores de instituições de ensino, feiras e eventos do setor, palestras e seminários entre outros, sempre com o objetivo de conectar uma nova pessoa a sua rede de informação e inteligência.

4) Existe alguma classificação para os alvos?

Sim, existe e segue a mesma classificação das fontes de informação secundária como confiável, não confiável, etc. até classificações mais específicas, dependendo do setor e da área da sua empresa.

A grande mudança é dada pela dinâmica que estes alvos podem ter e mudar assim de classificação em função da questão de inteligência que está sendo analisada.

Tal fato demanda uma boa dose de criatividade do analista para estruturar ações de coleta de forma diferente em cada abordagem ao alvo.

5) Por que é importante que os profissionais assistam a sua palestra?

Um exemplo claro da importância deste novo modelo é a atual incerteza na tomada de decisões provocada pela crise global e também pelos temas abordados nas últimas palestras e nos últimos artigos dos colegas Fuld e Ben Gilad da SCIP, que visam antecipar e melhorar as estratégias de implantação e evolução da área de IC.

A minha palestra pretende abordar de forma prática estas grandes mudanças que já estão ocorrendo nos modelos de inteligência competitiva do mundo.

Porém, a mesma apresentará uma base metodológica sólida, para que seja possível ao participante fazer um estudo de benchmarking interno de sua área de inteligência após o evento, gerando um plano de ações para melhorias e desenvolvimento de novos processos de inteligência com um foco mais próximo a realidade dinâmica do atual mundo de negócios.

“Somente assim, será possível agregar maior valor a área de IC e principalmente às tomadas de decisão de sua empresa. “

Desejo sucesso a todos!
Mauro Martins


Cenários e perspectivas para o ano de 2000INOVE: Grandes empresas avaliam a crise mundial

Janeiro 30, 2009
Cenários Prospectivos

Cenários Prospectivos

 

Na China, há um dito popular que diz: “Todos os planejamentos do ano se fazem na primavera”, pois a chegada do Ano Novo coincide com o início da primavera lá, sempre no final de janeiro ou início de fevereiro. Este ano, será o Ano do Boi, que é animal paciente, disciplinado, responsável e principalmente trabalhador com perseverança e determinação, trazendo assim uma prosperidade e conquistas.

Passadas as comemorações, o ano de 2000INOVE inicia-se com um cenário e perspectivas bem nos moldes do ”Ano do Boi“. 

Visando compartilhar as tendência dos negócios, reproduzimos abaixo uma pesquisa muito importante realizada pelo Fórum de Líderes Empresariais que a MKM Consulting elogia e apóia.

Bom trabalho,

Mauro Martins

Em pesquisa realizada recentemente pelo Fórum de Líderes Empresarias – instituição que engloba cerca de 1,3 mil líderes empresarias de todo o País – indica que a crise econômica mundial deverá durar de um a dois anos.

As indústrias trabalham com o cenário de que a crise dever durar de um a dois anos, de acordo com a resposta de 74% dos representantes desse segmento. Já 18% dos entrevistados do setor industrial acreditam que a crise possa durar mais de dois anos e apenas 8% acham que ela não passará de um ano.
 
O setor de serviços mostrou-se em linha com a indústria. Dos entrevistados, 63% disseram que a crise permanecerá por um ou dois anos e 23% mostraram-se mais otimistas, respondendo que essa situação vai durar menos de um ano. O restante trabalha com a hipótese de a crise ultrapassar dois anos.
 
Quase a metade dos empresários (46%) que participaram da pesquisa acredita que as medidas adotadas pelo governo brasileiro para contornar a crise são insuficientes; outros (30%) crêem que as medidas são consistentes e um terceiro grupo (24%) considera que elas privilegiam apenas alguns setores mais organizados.
 
O levantamento foi desenvolvido junto a 180 grandes empresários do País dos setores de serviços (40%), indústria (32%), comércio (13%) e outros (finanças, educação, agropecuária e outros), pela Companhia Paulista de Pesquisa de Mercado (CPPM). A pesquisa aborda também outros pontos interessantes da economia como o papel do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, na solução da crise e a participação e relevância do G-20 no contexto mundial.
 
“Através dessa nova linha de pesquisas, o Fórum vai poder dividir com o mercado o seu referencial privilegiado sobre as visões e expectativas da influente comunidade empresarial brasileira”, declara Luiz Levy Filho, diretor do Fórum.

Fonte: revistalideres.com.br


Estratégia para 2009: Fazer a empresa ser única

Janeiro 19, 2009

Michael Porter

Michael Porter

 
O nosso colega Michael Porter, é o grande especialista em estratégia da Harvard Business School, considerado por muitos “o pai da estratégia”. Recentemente ele fez uma palestra para o público da Wharton School sobre os princípios básicos de sua teoria sobre Estratégia.  
Seus comentários são interessantes e aplicáveis ao cenário dos negócios de 2009 onde haverá grandes oportunidades apenas para aquelas empresas preparadas para antever os movimentos de mercado e da concorrência criando assim, vantagem competitiva através de ferramentas de gestão, inteligência e sobretudo inovação.

  A MKM Consulting, acredita que a grande diferança está em fazer a empresa ser única!  

Boa Leitura e bom ano a todos!
 
“Muitos erros de estratégia empresarial ocorrem por culpa da própria organização. Manter o foco exclusivamente no valor para o acionista é o ‘triângulo das Bermudas’ das estratégias.” Esses foram dois dos ensinamentos de uma palestra feita recentemente na Wharton School por Michael Porter, diretor do Institute for Strategy and Competitiveness, da Harvard Business School, e um dos mais conceituados especialistas em estratégia de todo o mundo. Ao menos a primeira afirmação representa uma reviravolta no pensamento de Porter. Quando começou a estudar estratégias, ele achava que a maioria dos erros estratégicos tinha origem externa, em tendências de consumo ou mudanças tecnológicas. “Mas, depois de 25 ou 30 anos de prática, percebi que muitos erros estratégicos, se não quase todos, vêm de dentro. É a própria empresa que os comete.”

 Concorrência destrutiva

Em geral, a origem das estratégias ruins está na forma de encarar a concorrência, observou Porter ao crítico público da Wharton. Muitas empresas têm por objetivo ser as melhores em seu setor de atividade e as melhores em todos os aspectos do negócio: do marketing à cadeia de fornecimento, passando pelo desenvolvimento de produtos. O problema dessa maneira de pensar é que não existe uma organização “melhor” em dado setor. “Qual é o melhor carro?”, perguntou ele. “Depende de quem o utiliza. Depende do uso a que se destina. Depende do orçamento.”

Os gestores que acreditam existir uma empresa melhor que as outras ou um conjunto de processos superior ficam predispostos a uma concorrência destrutiva. “O pior erro é competir nos mesmos quesitos”, disse Porter. “Isso só provoca uma escalada da situação, o que, por sua vez, leva a preços mais baixos ou a custos mais altos, a menos que o concorrente seja inepto.” As empresas devem tentar ser únicas, acrescentou. Os executivos precisam se perguntar: “Como oferecer um valor exclusivo, que atenda a uma série de necessidades essenciais de um grupo de clientes importante?”.

Outro erro que os gestores cometem, segundo o especialista, é confiar em uma definição defeituosa de estratégia. “Estratégia é uma palavra usada de tantas maneiras diferentes, com tantas acepções, que pode não significar nada.” Muitos executivos de grandes companhias confundem estratégia com aspiração. Uma organização que declare que sua estratégia é tornar-se líder em tecnologia ou consolidar o setor não está descrevendo uma estratégia, e sim um objetivo. “A estratégia se relaciona com o que faz a empresa ser única”, frisou Porter. Os gestores também costumam acreditar que ações como fusão ou terceirização são estratégia. “Isso não é estratégia”, advertiu ele. Não fala da posição que a empresa ocupará com exclusividade.
 
Para Porter, é importante que a organização defina sua estratégia, pois isso determinará previamente as escolhas que moldarão suas decisões e ações. Declarações de visão e de missão não devem ser consideradas estratégia, tampouco. As empresas gastam meses negociando palavra por palavra e os resultados podem ter valor no que se refere a sua visão ou missão, mas não substituem a estratégia.

Nos últimos dez anos, as empresas ficaram mais confusas quanto a seus objetivos corporativos. De acordo com Porter, o único objetivo que faz sentido é obter considerável retorno sobre o capital investido, uma vez que é o único objetivo alinhado a valores econômicos. E a crítica continuou. “Ultimamente as empresas vêm desenvolvendo métricas de lucratividade que não se sustentam”, afirmou ele, apontando como exemplo a amortização do goodwill (fundo de comércio). Algumas dessas medidas foram engendradas na tentativa de manter os gestores da empresa um passo à frente das exigências de Wall Street. “O que começou como um jogo para os mercados de capitais passou a confundir os próprios gestores. Eles agora tomam decisões que não estão baseadas em princípios fundamentais da economia.” Porter disse que o “triângulo das Bermudas em estratégia” é a confusão a respeito do desempenho econômico e do valor para o acionista. “Passamos por uma década horrível, quando as pessoas achavam que o objetivo de uma empresa era criar valor para o acionista. O valor para o acionista é o resultado.

O valor para o acionista surge quando há desempenho econômico excepcional.” Pensar que o preço da ação em dado dia, ou em um instante qualquer, reflete precisamente o valor econômico é perigoso, avisou o professor.

Pesquisas mostram que as organizações podem permanecer subvalorizadas por muitos anos. Da mesma forma, durante a bolha da internet, os gestores cuja motivação e remuneração estavam atreladas ao preço das ações passaram a acreditar que a cotação determina o valor da empresa e a agir em conformidade com esse pensamento. Agora estão começando a compreender que o objetivo das companhias é atuar para alcançar desempenho econômico excepcional, que se refletirá nos resultados financeiros e, em última instância, no preço das ações. “Sabemos que a resposta é tardia, e isso é péssimo. Mas o importante é que os gestores entendam qual é realmente o objetivo e não gastem tempo tentando agradar aos acionistas.”

As estratégias empresariais não podem ser desfeitas sem uma análise quantitativa profunda, disse Porter, acrescentando que, todos os anos, os alunos que se matriculam em seu curso sobre estratégia imaginam que terão ao menos uma matéria na qual não será preciso se preocupar com números. Enganam-se. “Toda boa escolha estratégica faz conexão entre renda e balanço.”
 
Hora certa, preço certo

As empresas que desejam criar uma estratégia de sucesso precisam definir o setor e os produtos e serviços corretos. Segundo Porter, estratégias ruins são, muitas vezes, conseqüência da má definição do negócio.

Ele deu como exemplo a norte-americana Sysco. Defini-la simplesmente como empresa de distribuição de produtos alimentícios acabaria por levá-la a uma estratégia falha. A organização compreende, na verdade, dois segmentos diferentes. Um deles é o de fornecimento de alimentos para pequenos restaurantes e instituições que precisam de ajuda na área financeira e na escolha de produtos. O outro tem clientes no setor de franquias de alimentos que não estão interessados em serviços adicionais, como o McDonald’s. A rede de lanchonetes quer apenas contêineres de tamanho industrial entregues pelo melhor preço. Outro tipo de definição de negócio em que a estratégia pode tropeçar é o foco geográfico. Porter citou uma empresa de manutenção de gramados que desenvolveu um plano de crescimento internacional.

No entanto, o negócio não era adaptável em escala mundial. O transporte dos volumosos produtos era caro e a companhia tinha de lidar com diferentes canais de varejo nas diversas regiões.

Os gestores também costumam confundir eficácia operacional com estratégia. A eficácia operacional é, essencialmente, uma extensão das melhores práticas. As boas operações são capazes de impulsionar o desempenho, disse o especialista, acrescentando: “O problema, porém, é que isso dificilmente se sustenta. As práticas realmente boas acabam sendo seguidas por todos”.

Nada disso é fácil, admitiu ele. “O verdadeiro desafio da gestão é fazer todas essas coisas simultaneamente. Manter as melhores práticas e, ao mesmo tempo, solidificar, esclarecer e aprimorar a posição ocupada com exclusividade pela empresa.”

Em geral, os gestores tendem a deixar que as melhorias incrementais das operações tomem o lugar da estratégia maior, que visa criar um negócio de características únicas, capaz de sustentar a vantagem competitiva. Para superar esse problema, eles precisam ter sempre em mente a estratégia competitiva. “Todos os dias, em todas as reuniões e em todas as decisões, ela deve estar muito clara: ‘Esta é uma boa prática operacional ou é algo que está melhorando minha diferenciação estratégica?’.”

Porter descreveu, em seguida, os princípios fundamentais do posicionamento estratégico, que incluem proposição de valor inigualável, cadeia de valor customizada, visão precisa do que se perde quando se opta por não fazer alguma coisa e continuidade estratégica – “atividades que se complementam e se revigoram mutuamente”.
 
Em sua opinião, a Enterprise Rent-A-Car, por exemplo, tropeçou em sua estratégia mais ou menos por sorte. A empresa começou fazendo leasing de automóveis, mas os clientes queriam alugar veículos por curtos períodos de tempo. Àquela altura, o setor de aluguel de carros estava totalmente voltado para pessoas em viagem, com retiradas em aeroportos e estrutura de preços condizente com o bolso de executivos ou turistas em férias. É difícil sustentar o tipo de vantagem estratégica usufruída pela Enterprise sem uma patente, afirmou o especialista. A Hertz tentou entrar nesse negócio, mas continua voltada para pessoas em viagem e não pode concorrer com a Enterprise em seu mercado específico.

A continuidade é fundamental para uma estratégia de sucesso. “Se não for algo que se faz constantemente, não é estratégia. Quando não se permanece buscando a mesma direção por dois ou três anos, ela não significa nada.” Muitas empresas começam com uma boa estratégia, mas acabam fracassando quando crescem. Pesquisas mostram que muitas das empresas que surgiram e desapareceram em um período de dez anos passaram por uma expansão fenomenal no início para depois priorizar o crescimento em lugar da estratégia.

Os dividendos são uma forma de evitar pressões para aumentar vertiginosamente o preço das ações com crescimento rápido, disse Porter. Os dividendos também têm o mérito de retornar capital para todos os investidores, não apenas para aqueles que investem por prazos curtos e se beneficiam dos ganhos com o preço das ações.

Liderança e estratégia

Instigado pelo público, Porter citou alguns vieses do mercado de capitais que se transformam em barreiras para a estratégia. Em primeiro lugar, Wall Street tende a pressionar as empresas para que emulem seus pares. Os analistas costumam consagrar as organizações de melhor desempenho de cada setor, incentivando os concorrentes a seguir os planos delas. Isso leva a uma abordagem de competir pelos mesmos aspectos, não por estratégias que diferenciem as empresas, de modo que não há vencedores.

Também é comum, segundo Porter, os analistas escolherem métricas não alinhadas com valores reais nem significativas para todas as estratégias. Eles exercem pressão para que o crescimento seja rápido, mostrando forte tendência de práticas que levam à alta do preço das ações. “Mas isso acontece no início”, insistiu Porter. Os gestores que resistem a fusões e aquisições e outras táticas do mercado financeiro, tachados de retrógrados. Estão certos. “O que ocorreu com muitas empresas foi que a remuneração do patrimônio líquido estava atrelada ao preço das ações e as pessoas enlouqueciam com isso. Todos os escândalos empresariais vêm dessa pressão por fazer tolices.”

Outras barreiras à estratégia são a sabedoria convencional de um setor, acordos trabalhistas ou regulamentações que restrinjam as opções de escolha, alocação de custos inadequada a produtos e serviços, e giro rápido da liderança. Porter se declarou cada vez mais convicto da importância da liderança para a estratégia. “A estratégia não é um processo de consenso que ocorre de baixo para cima. Quase todas as empresas com estratégias realmente boas têm presidentes-executivos que não temem liderar, fazer escolhas, tomar decisões.”

Fonte: HSM Management, edição 65 – Link: HSM Management


Crise: OPORTUNIDADE ou AMEAÇA?

Novembro 30, 2008

 

MKM Consulting

MKM Consulting

 A MKM Consulting, referência nacional em consultoria, integra uma rede empresarial internacional com os melhores especialistas mundiais e gostaríamos de dividir algumas informações com vocês.

Mesmo antes do acirramento da crise financeira, temos monitorado discussões interessantes e destacamos alguns conteúdos que valem a pena uma leitura atenta.

Boa leitura e bom trabalho!
Mauro Martins

“Talvez a crise tenha criado uma oportunidade, a crise apenas ajudou a amadurecer a idéia. A gente entendeu que tinha que ficar mais forte para enfrentar todo esse processo.”

Roberto Setúbal, ao anunciar a criação do maior banco do hemisfério sul, a partir da fusão entre o Itaú e o Unibanco.

Innovate Out of the Economic Downturn (Business Week) - A crisis is precisely the time for governments to boost spending on innovation, not cut it. Otherwise, nations will find themselves playing catch-up.

It’s No Time to Forget About Innovation (NYT) – BY its very nature, innovation is inefficient. While blockbusters do emerge, few of the new products or processes that evolve from innovative thinking ultimately survive the test of time…

Innovation key in economic crisis – Innovation is even more important during an economic downturn than in the normal business climate, according to UK manufacturers.

Embracing Disruptive Change – We need to understand and embrace disruptive change. It will transform the way we view innovation. Businesses may be well managed, customer-friendly, and technologically advanced—they are still susceptible to failure or to being overtaken by upstart competitors.


MKM Consulting é convidada especial para participar de Seminário Internacional de Inteligência Competitiva

Outubro 23, 2008
Seminário IC

Seminário IC

 

A MKM Consulting, referência nacional em inteligência competitiva e de mercado, foi especialmente convidada para participar deste seminário internacional que acontecerá em 27/10/08 e contará com a participação de dois especialistas mundiais em Inteligência Competitiva.

O colega Leonard Fuld, presidente e fundador de uma das empresas mais importantes sobre o tema – a norte-americana Fuld & Company, com sede em Cambridge, Massachusetts, mostrará como grandes dirigentes corporativos fazem o melhor proveito de Inteligência Competitiva e como melhor prover suporte a eles, informações que o conferencista obteve com trabalhos realizados com CEOs de algumas das principais empresas americanas (Motorola, Novartis, Campbell Soup, entre outras).

Criador de técnicas de análises implantadas por mais de 500 companhias líderes no mundo – como Shell, IBM e Ericsson – Ben Gilad, presidente e fundador da Academy of Competitive Intelligence, com sede em Boca Raton, Flórida, mostrará como implantar em sua organização estratégias de War Games e Blind Spot, para desenvolver sua empresa e avaliar de forma correta, sem exageros e menosprezos, o seu concorrente.

A MKM Consulting será representada pelo seu sócio-diretor, Mauro Martins, que concedeu uma entrevista exclusiva sobre sua palestra.

1) Quais são as metodologias de IC para obtenção de informação?

A inteligência competitiva é um processo que visa antecipar oportunidades e ameaças do mercado e de competidores e reduzir os riscos das tomadas de decisão, se tornando fundamental para qualquer empresa da economia global. Assim, Inteligência Competitiva é tão importante quanto Estratégia para estas empresas e nestes tempos de “crises globais”, as metodologias de Inteligência Competitiva como os “Early Warning” ou Alertas Antecipados são fundamentais.

Contudo, existe uma grande dificuldade para se obter as informações para a geração dos alertas antecipados. Esta dificuldade baseia-se nos modelos das áreas de inteligência competitiva que foram implantadas no passado recente no Brasil.

Cerca de 80% das áreas de inteligência competitiva são modelos centralizados e estão estruturadas em coletas de fontes secundárias como clipping, revistas, jornais, assinatura de empresas de notícias, etc… o que gera um enorme volume de dados e informações repetidas e de baixo valor estratégico, dificultando a estruturação e a obtenção das informações críticas para a análise.

Este modelo antigo não é mais adequado à velocidade e à dinâmica da informação no mundo atual dos negócios e foi uma abordagem dos antigos professores e pesquisadores da área aqui no Brasil.

As novas metodologias de IC para obtenção de informação devem contemplar um novo modelo, o modelo híbrido, onde a área de IC é mais “descentralizada”, ou seja, organizada através de estruturas similares às redes e seus processos de coleta devem estar orientados para coletas primárias fortemente baseados em redes sociais de informação e inteligência, apoiados por coletas em fontes secundárias.

O novo modelo permite que tomadas de decisão, tanto em nível estratégico como tático, sejam feitas sob uma base maior de antecipação e com um nível melhor de informação.

2) Qual a maior dificuldade do profissional de IC em relação a essa coleta de informação?

No modelo antigo não existe muita dificuldade atualmente, pois o modelo era baseado em coleta de fontes secundárias como jornais e revistas que estão disponíveis a todos pela internet, ou por um custo de assinatura de um serviço de informação que é cada vez mais barato.

No novo modelo o profissional de IC terá grandes dificuldades para conseguir criar, desenvolver e depois manter uma rede de informação e inteligência para a coleta de informações críticas.

As principais dificuldades passam por mudanças nos modelos mentais da alta direção da organização, até o envolvimento e comprometimento de áreas como comercial e de marketing para o desenvolvimento e manutenção da rede.

O profissional de IC também deve ter um outro perfil para conseguir gerar e inovar na criação de suas redes de contato, sempre observando as questões críticas da ética e da fuga de informação.

3) Quais são as principais fontes para isto?

As fontes para o desenvolvimento do novo modelo em rede são diversas. Basicamente são divididas em redes internas e externas à sua empresa.

Como sabemos, cerca de 80% das informações críticas para a IC estão dentro da sua empresa. Assim, as fontes internas são as mais ricas em todos os sentidos. Como principais fontes para participarem da rede interna podemos citar a área comercial, equipe de vendas, área de marketing, área de compras, recursos humanos, etc.. dentre outras.

Como fontes da rede externas temos desde ex-colegas da faculdade, grupos eletrônicos de inteligência, pesquisadores de instituições de ensino, feiras e eventos do setor, palestras e seminários entre outros, sempre com o objetivo de conectar uma nova pessoa a sua rede de informação e inteligência.

4) Existe alguma classificação para os alvos?

Sim, existe e segue a mesma classificação das fontes de informação secundária como confiável, não confiável, etc. até classificações mais específicas, dependendo do setor e da área da sua empresa.

A grande mudança é dada pela dinâmica que estes alvos podem ter e mudar assim de classificação em função da questão de inteligência que está sendo analisada.

Tal fato demanda uma boa dose de criatividade do analista para estruturar ações de coleta de forma diferente em cada abordagem ao alvo.

5) Por que é importante que os profissionais assistam a sua palestra?

Um exemplo claro da importância deste novo modelo está comprovado através dos temas das palestras dos colegas Fuld e Ben Gilad, que irão abordar temas como War Games e blindspots, da apresentação sobre as tendências e perspectivas da IC pelo nosso colega Júlio, presidente da ABRAIC, entre outros que visam antecipar e melhorar as estratégias de implantação e evolução da área de IC.

A minha palestra pretende abordar de forma prática estas grandes mudanças que já estão ocorrendo nos modelos de inteligência competitiva do mundo.

Porém, a mesma apresentará uma base metodológica sólida, para que seja possível ao participante fazer um estudo de benchmarking interno de sua área de inteligência após o evento, gerando um plano de ações para melhorias e desenvolvimento de novos processos de inteligência com um foco mais próximo a realidade dinâmica do atual mundo de negócios. Assim, será possível agregar maior valor a área de IC e principalmente às tomadas de decisão de sua empresa. “

Bom trabalho!
Mauro Martins


Inovação, uma das 10 preocupações dos CEO segundo pesquisa do The Conference Board

Agosto 3, 2008
Pesquisa The Conference Board revela as diferentes prioridades de presidentes de empresas de diversas partes do mundo.

Na hora de falar de inovação, segundo uma pesquisa da The Conference Board, os presidentes executivos (CEOs) concordam que contratar e desenvolver talentos que correspondem a suas necessidades é o maior dos desafios. E a execução prevalece sobre os lucros e o crescimento da receita de vendas no foco de atenção dos 769 CEOs de 40 países que responderam à pesquisa, cujos resultados foram divulgados no final de 2007.

Desafios mais importantes

  1. Excelência na execução.
  2. Crescimento firme e sustentável da receita.
  3. Execução consistente da estratégia pela equipe de gestão.
  4. Aumento dos lucros.
  5. Encontrar gestores talentosos e qualificados.
  6. Consolidar a lealdade dos clientes e conseguir retê-los.
  7. Velocidade, flexibilidade e capacidade de adaptação às mudanças.
  8. Reputação da empresa.
  9. Estimular a inovação, a criatividade e o espírito empreendedor.
  10. Velocidade de resposta às demandas do mercado.

“A maioria dos CEOs do mundo já reconhece que a força na execução é fator crítico para estimular melhores receitas e maiores lucros”, disse Jonathan Spector, presidente da The Conference Board ao comentar os resultados da pesquisa, “e também que as pessoas têm papel crucial no crescimento das empresas.” Durante a pesquisa pediuse aos executivos que considerassem a magnitude de cada desafio projetada nos seis a 12 meses seguintes em uma escala de 0 (“não me preocupa”) a 5 (“é minha maior preocupação”).
Parecidos, mas nem tanto
Na Ásia, os CEOs estão mais preocupados em encontrar gestores talentosos e qualificados (no topo da lista, com 38,6%) do que em aumentar a receita de maneira sustentável (em segundo lugar, com 37,3%) ou conseguir excelência na execução, expandir-se na China ou incrementar os lucros, os três itens que se seguiram. Na Europa, dão mais importância à excelência na execução (39,6%), ao crescimento da receita (38,3%) e -o que é original, mas não totalmente aleatório, levando em conta a cultura de gestão européia- a velocidade, flexibilidade e capacidade de adaptação às mudanças (surpreendentes 32,9%, porcentagem acima dos 26,5% registrados pelos asiáticos e dos “superados” 18,2% indicados pelos norteamericanos). Fiéis a sua habitual filosofia de negócios, aumentar a receita ainda é sua prioridade máxima e a execução se divide nos dois objetivos que completam os três desafios mais relevantes: a excelência e a necessidade de que a equipe de gestão seja consistente na hora de implementar a estratégia. Mais dispersas ainda, as respostas dos norteamericanos colocam em evidência outros dados interessantes. Das 125 empresas divididas entre as de menor sucesso -nas quais o retorno sobre os ativos (ROA) é menor que a média- e as de maior sucesso -que registram um ROA maior que a média-, os CEOs do segundo grupo sentem mais a pressão dos custos dos benefícios de saúde (17,5%) do que os do conjunto das “de maior sucesso” (10,5%).
A diferença em relação ao estresse causado pelo desafio “energético”, ou seja, o custo ou a disponibilidade do petróleo e da energia em geral, é ainda maior. “Pesa” bem mais para os presidentes de empresas de menor sucesso (19,6%) do que para os das “vencedoras” (4,4%).
 

 

 

 

Fonte: HSM Management edição 68
30/07/2008

10ª Conferência de Planejamento Estratégico

Julho 25, 2008

Profissionais e acadêmicos de renome ligados a área de planejamento estratégico apresentarão palestras sobre os temas:

- Formulação de estratégias e análise de ambientes
- Execução e gestão de desempenho
- Boas práticas

Dentro do calendário pós-conferência, a MKM apresentará workshop no dia 14 de agosto de 2008 com o tema: “Exercitando o pensamento estratégico com aplicação prática do War Gaming e Inteligência Competitiva”.Disseminar algumas das técnicas de suporte a tomada de decisões utilizadas apenas por grandes corporações e governos é a proposta deste workshop, que capacitará os participantes a traçar cenários, mini-cenários e a exercitar o pensamento estratégico com o war gaming.

 

O evento ocorrerá nos dias 12 e 13 de agosto de 2008 – Hotel Tryp Higienópolis, São Paulo, SP
Maiores informações no site: IBC Brasil 
Compareça e mantenha-se atualizado!

Seminário: Inteligência Competitiva – Como inovar a gestão estratégica de sua empresa

Julho 8, 2008
Inteligência Competitiva

Inteligência Competitiva

 

As empresas, cada vez mais, reconhecem que não dá mais para permanecer em mercados tão acirrados sem um sistema que lhes permita captar, monitorar e analisar informações sobre concorrentes, consumidores e o mercado em que atuam.  

 

Assim, recorrem à Inteligência Competitiva (IC), que reconhecidamente está em ascensão no mundo empresarial e tem sido o diferencial no resultado de algumas empresas.

 

Com as inovações tecnológicas recentes em IC, empresas têm saído à frente de seus concorrentes em qualidade de atendimento e serviços/produtos oferecidos, pois os principais tomadores de decisão passam a receber informações de qualidade sobre as tendências de consumo e atividades dos concorrentes.

 

A MBA Treinamentos, com a parceria da MKM Consulting, reuniu neste seminário, importantes especialistas que abordarão o cenário atual das empresas que utilizam IC e seus resultados. Apresentará ainda, as melhores técnicas para que a implantação da Inteligência Competitiva seja feita corretamente.

 

Para as empresas que já utilizam a IC, o seminário discutirá como aprimorar a qualidade da informação e traçar estratégias a partir de seu gerenciamento. Você conhecerá casos de empresas que já utilizam essas ferramentas e os resultados obtidos por elas.

 

Mais Informações:

Parceria Comunidade IC da MKM Consulting

Inscrições pela Comunidade IC da MKM Consulting: 10% de desconto

Data

22 de julho de 2008

Local (visualizar o mapa)

Mercure São Paulo Jardins Alameda Itú, 1151 – Cerqueira César

São Paulo/SP

Horário

08h30 às 17h40